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EF01GE10Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.).

Natureza, ambientes e qualidade de vidaCondições de vida nos lugares de vivência
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala da habilidade EF01GE10, do primeiro ano, eu entendo que o legal é fazer os meninos perceberem como a natureza tem um impacto direto na vida deles, sabe? É como se eles começassem a perceber que o calor que eles sentem, a chuva que os pega desprevenidos, ou o vento que bagunça o cabelo não são só sensações isoladas, mas parte de um grande cenário que é onde eles vivem. Eles precisam conseguir descrever essas características básicas do lugar onde moram e entender como isso tudo se conecta com o dia a dia deles. Tipo assim, se eu chego e pergunto pra eles como sabem que está prestes a chover só de olhar pro céu, ou se hoje tá mais calor do que ontem e por quê, quero ver eles compartilhando observações dessas coisas.

No ano anterior, no infantil, eles já começavam a identificar algumas coisas sobre o ambiente, mas tudo muito focado nas sensações e brincadeiras. Nesse ano agora, eles começam a fazer essas conexões de um jeito mais consciente. O bacana mesmo é ver a evolução deles nesse entendimento.

Agora, vou contar umas atividades que faço com os meninos lá na sala. A primeira delas é uma espécie de "diário do tempo". É o seguinte: eu pego um calendário grande e penduro na parede da sala. Todo dia a gente reserva uns minutinhos ali no começo da aula pra juntos olharmos pro céu e conversarmos sobre como está o tempo. Se tá chovendo, se tá sol, se tá ventando forte. Aí uma criança por dia é responsável por desenhar um símbolo no calendário – pode ser uma nuvem pra chuva, um sol pra dia claro, umas linhas pra vento. A gente vai atualizando isso ao longo do mês. Eu digo pros alunos: "Hoje quem desenha é o João". E foi engraçado na última vez porque o João desenhou um sol com óculos escuros porque tava tão quente que ele disse que até o sol precisava se proteger! As crianças adoram e começam a se dar conta dos padrões do tempo.

Outra atividade bacana é a "exploração ao ar livre". Eu levo a turma pro pátio da escola e deixo eles livres pra sentir e observar as condições do tempo naquele dia específico. Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 crianças só pra facilitar o manejo e pra eles trocarem ideias entre si. Eles têm um intervalinho de uns 15 minutos pra analisar tudo: vento no rosto, barulho das folhas nas árvores, calor ou frio... Depois voltamos pra sala e rola uma roda de conversa onde cada grupo compartilha o que percebeu. A última vez que fizemos isso foi interessante porque a Ana Carolina veio toda empolgada contando que sentiu um ventinho frio e umas gotinhas de chuva começando a cair – era mesmo uma frente fria chegando. Aí aproveitei isso pra falar sobre como às vezes as mudanças no tempo vêm acompanhadas de mudanças visíveis e invisíveis.

A terceira atividade é mais criativa: são as “histórias do clima”. Nessa eu peço pra cada aluno inventar uma mini-história sobre um dia com clima especial em Goiânia. Eles podem desenhar também se quiserem. Isso geralmente leva uns dois dias de aula porque dou tempo pros meninos pensarem e desenharem suas historinhas com calma. É legal porque deixa eles usarem a imaginação junto com as informações reais que discutimos nas outras atividades. Na última vez o Pedro inventou uma história engraçada sobre um dia em que choveu tanto que virou lagoa aqui na cidade e ele nadou até a escola! Claro que não aconteceu assim, mas é interessante ver como eles misturam realidade com imaginação.

Essas atividades ajudam muito porque fazem os alunos pensarem no ambiente onde vivem de um jeito mais atento e curioso. E quando você vê eles começando a relacionar “ah, hoje ventou igual naquele dia” ou “tá calor como naquele outro” dá aquela sensação boa de dever cumprido, sabe? Bom, é assim que vou tentando trabalhar essa habilidade com os alunos por aqui. E aí na escola de vocês? Como estão lidando?

Olha, quando a gente tá no meio do furacão que é uma sala de aula do primeiro ano, a gente desenvolve um faro pra saber quando os meninos captaram o espírito da coisa. Tipo, não precisa de prova pra ver se eles entenderam o que é o clima que tá em volta deles. É só prestar atenção nas conversas. Outro dia, o João tava explicando pro Pedro que eles sabiam que ia chover porque "as nuvens estavam barrigudas". Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!" Ele não tava falando num linguajar técnico, mas a percepção tava ali, viva. Nessas horas, andando pela sala e escutando essas pérolas, é que eu vejo que a coisa tá fazendo sentido pra eles.

E tem também aqueles momentos em que você vê um aluno corrigindo o outro. É mágico! Lembro uma vez que a Mariana disse pro Lucas: "Se tem vento, é porque tá mudando o tempo". E ele ficou com cara de quem teve uma epifania! Nessas trocas, você vê que o aprendizado tá rolando ali, entre eles, sem a gente precisar intervir tanto. São essas pequenas vitórias do dia a dia que mostram que o ensinamento tá se enraizando de verdade.

Mas olha, nem tudo são flores. Os erros mais comuns acontecem porque eles ainda tão começando a entender o mundo ao redor. Por exemplo, o Felipe uma vez chegou e disse que sabia que ia fazer frio porque o sol tinha se escondido atrás da montanha. Aí eu tive que intervir: "Felipe, nem sempre quando o sol some quer dizer que vai esfriar. Pode tá lá só brincando de esconde-esconde com as nuvens." Esses erros acontecem muito porque eles ainda tão ligando qualquer mudança no céu com uma mudança no tempo. Aí a gente vai lá e ajusta esse entendimento na hora, mostrando exemplos diferentes ou usando mapas simples.

Agora, falando do Matheus e da Clara. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, e cada um demanda uma atenção diferente. Pro Matheus, o desafio é manter o foco dele nas atividades sem perder ele pro mundo da lua. O que funciona muito bem é dividir as tarefas em pedaços menores e dar uns intervalos pra ele levantar da cadeira e dar uma espairecida. Outra coisa é usar cores diferentes nas atividades dele; ajuda a prender a atenção e deixar tudo mais dinâmico.

Com a Clara é outra história. Ela gosta de rotinas e mudanças bruscas podem ser complicadas. Então eu sempre aviso antes quando vou mudar alguma atividade ou esquema de aula. E ela responde muito bem a materiais visuais claros, tipo quadros com fotos do tempo – sol, chuva, vento – pra associar com as sensações e fenômenos que estudamos. Uma vez tentei usar um áudio sobre sons da natureza com ela e não deu certo; ela se incomodou com alguns ruídos específicos.

Às vezes é desafiador adaptar pra cada criança, mas ver essas pequenas evoluções é gratificante demais. E claro, sempre lembrando de dar aquele apoio moral pra eles sentirem que tão no caminho certo, mesmo quando erram.

Bom, gente, acho que é isso! Espero ter dado uma luz aí sobre como as coisas funcionam na prática na minha sala com essa habilidade EF01GE10. É sempre um processo de aprendizado pra mim também, cada turma é única e ensina tanto quanto aprende. Vamos nos falando por aqui! Até mais!

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