Olha, essa habilidade EF01GE11 da BNCC, na prática, é aquele tipo de coisa que a gente faz no dia a dia quase sem perceber. Basicamente, é ajudar os meninos a entenderem as mudanças que rolam no nosso estilo de vida por causa do clima, como as roupas que a gente usa e o que a gente come. É mostrar pra eles que quando tá calor usamos uma roupa mais leve e no frio a gente puxa um casaco. E também que a gente acaba comendo umas coisas mais quentes quando tá frio, tipo sopa, e no calor manda ver numa salada. Assim, a ideia é que eles associem essas mudanças com as variações de temperatura e umidade que acontecem durante o ano.
Quando os meninos chegam no primeiro ano, eles já têm uma noção disso. Na educação infantil, eles já costumam falar sobre as estações do ano de forma bem básica. Aí no primeiro ano, a gente aprofunda isso um pouco. Queremos que eles percebam essas mudanças na comunidade deles. Por exemplo, aqui em Goiânia, todo mundo sabe que tem época de chuva e época de seca. Então eles precisam começar a observar essas mudanças ao longo do ano e como isso afeta o dia a dia deles.
Uma das atividades que eu faço é bem simples: uso revistas velhas e jornais. Peço para os alunos recortarem imagens de roupas e comidas. Faço isso em duplas porque daí eles podem discutir entre si. Essa atividade leva mais ou menos uns 40 minutos. Eles adoram porque é como uma caça ao tesouro nas revistas! Na última vez que fizemos isso, o João achou uma foto de um cara de terno e disse "Olha, ele tá derretendo!" porque era uma imagem de verão. Aí foi engraçado porque aí os meninos começaram a discutir sobre esse lance de usar roupa quente no calor.
Outra atividade que gosto muito envolve desenhar. Peço para cada um desenhar como seria o guarda-roupa deles ao longo do ano. Primeiro eles desenham as roupas que usam quando tá quente e depois as de quando tá frio ou chovendo. Isso normalmente leva uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Eles ficam tão concentrados! Na última vez, tinha a Ana Clara, que desenhou um guarda-roupa super organizado com todas as roupas divididas por estação. Ela até fez umas legendas engraçadas como "casaco de inverno rigoroso" para chamar atenção pro único cachecol dela. A turma caiu na risada!
E pra fechar esse ciclo, organizo uma conversa em roda sobre hábitos alimentares. A gente senta no chão mesmo, em círculo, e cada um fala sobre o que costuma comer em cada estação do ano. É legal ver eles relacionando o clima com a comida. Uma vez, o Miguel contou que adora tomar caldo quente nos dias frios porque "parece abraço". Essa atividade não precisa de material algum e dura uns 30 minutos. A galera gosta porque é um momento mais descontraído.
Essas atividades ajudam muito eles a perceberem as mudanças à volta deles com mais clareza. Ficam mais atentos não só ao clima, mas ao próprio cotidiano deles e das famílias. Acho fascinante ver como conseguem associar essas experiências pessoais com o conteúdo das aulas.
É isso aí! A forma como trabalhamos essa habilidade é bem prática e envolvente pros meninos. Acho que o fundamental é deixar eles explorarem e discutirem entre si e trazer isso pra realidade deles mesmo. Assim eles aprendem de forma natural e divertida.
Bom, vou ficando por aqui por hoje! Se alguém tiver alguma dica ou outra atividade pra compartilhar sobre esse tema, tô sempre aberto pra aprender mais!
Bom, aí vocês me perguntam: como é que eu sei que os meninos entenderam a história toda sem precisar fazer aquela prova formal? Simples, tem umas coisinhas que a gente, professor, tá sempre de olho. Primeiro de tudo, é na hora que eu dou uma circulada pela sala enquanto eles tão fazendo atividade em grupo ou mesmo quando tão desenhando. Parece bobeira, mas só de olhar o desenho deles eu já sei se pegaram a ideia. Dia desses, o Tiago tava desenhando um bonequinho com um cachecol e uma sopa fumegante do lado. Eu perguntei "E aí, Tiago, por que esse boneco tá assim?" e ele mandou "Ah, tio, é porque tá frio e ele tá se aquecendo". Aí eu penso, opa, entendeu direitinho!
Outra coisa é nas conversas entre eles. Quando um aluno consegue explicar pro outro é um sinal claro de que entendeu. Teve um dia que a Júlia tava meio perdida com a atividade e o Pedro começou a explicar pra ela. Ele falou algo tipo "Júlia, pensa que no verão você usa short e camiseta porque tá calor e no inverno você precisa de casaco". Aí eu percebo que além de entender, ele ainda consegue passar isso adiante. É música pros meus ouvidos! Isso mostra mais do que qualquer prova se eles tão captando o que a gente quer ensinar.
Agora, claro, nem tudo são flores. Tem uns erros comuns que aparecem e aí eu preciso ficar esperto pra corrigir na hora. Um erro clássico é confundir as estações do ano com clima local. Tipo assim, teve a Mariana que disse que no inverno sempre chove mais. Aí tive que parar e explicar: "Olha Mari, não é bem assim. Uma coisa é o inverno e outra é como ele se manifesta aqui na nossa região". Essa confusão rola porque às vezes eles associam só com o que eles veem na TV ou ouvem em casa. Pra resolver isso, procuro trazer exemplos mais próximos da vida deles e discutir o que cada estação significa aqui em Goiânia.
Outra situação comum é quando os meninos têm uma visão meio fixa das coisas. O Lucas achava que só porque tava ensolarado não podia estar frio. Aí eu puxei ele pra janela pra sentir a brisa fria mesmo com sol brilhando. Essas experiências práticas ajudam muito!
E sobre os meninos com necessidades específicas na turma, sempre tem um desafio extra. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA. Com o Matheus, preciso fazer algumas adaptações nas atividades. Por exemplo, quando a tarefa é desenhar ou escrever, deixo ele usar material mais variado como massinha ou recorte de revistas. Isso ajuda ele a manter o foco sem precisar ficar só numa folha de papel por muito tempo.
Com a Clara, que tem TEA, procuro usar imagens mais claras e diretas nas atividades. Se estamos falando de roupas para o frio, trago fotos bem nítidas dessas roupas e deixo ela tocar nos tecidos. Isso ajuda a conectar melhor com o conteúdo. E também preciso ter paciência e dar tempo extra para ela processar as informações.
Algo que não funcionou foi tentar fazer atividades em grupo grandes com os dois juntos no começo do ano. Percebi que tanto pro Matheus quanto pra Clara era muita informação junta e eles acabavam se desligando. Hoje em dia, faço grupos menores e seleciono colegas da turma que já têm um jeito mais calmo e acolhedor.
O importante mesmo é entender as limitações de cada um e respeitar o tempo deles. A Clara às vezes precisa de um tempinho extra pra começar a atividade e tá tudo bem. Com o Matheus já aprendi a fazer pausas rápidas entre uma parte e outra da atividade pra ele se mexer um pouco.
Bom pessoal, é isso! Cada dia aprendemos algo novo com esses meninos brilhantes. E por aí? Como vocês fazem pra perceber quando os alunos aprenderam sem precisar de uma prova? Valeu demais pelas trocas sempre! Até a próxima!